segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Um livro e um avião

Olá amiguinhos, tudo bem? Saudade de escrever para vocês. Hoje, vou contar uma experiência rápida mas muito válida e que mais uma vez me mostrou que não sou uma E.T., que transformações são sempre possíveis e que desafios nos são postos para que consigamos melhorar um pouquinho nossas vidas aqui nesse plano. Vamos lá!

Entrei num voo de Aracaju à Goiânia a trabalho com conexão em Campinas e nesse mesmo voo uma amiga muito querida estava a bordo indo justamente ao Fórum Internacional sobre Síndrome de Down que aconteceu em Campinas. Antes de decolarmos ela me trouxe um livro que ganhou de um dos seus filhos (a propósito, quero agradecer a ele por ter presenteado a mãe) e disse: esse livro é muito bacana, meu filho me presenteou, dê uma folheada. Olhei para o livro e pensei: caramba, sempre fico muito nauseada quando leio em trânsito (seja carro ou avião), mas o título me chamou tanto a atenção que valeria o mico de passar mal durante o voo. 
Respirei fundo e comecei a ler, já no prefácio as primeiras emoções. Daí, sabe quando se estar com sede e o que mais deseja é um copo d'água bem gelado e quando você começa a bebê-lo a sensação é a melhor do mundo? Foi desse jeito que fui ficando a cada página folheada, até chorei em vários trechos da leitura. O livro tinha umas 124 páginas aproximadamente, li até a página 85 no trecho Aracaju/Campinas. Claro que não vou descrever aqui os detalhes do livro e estragar a sensação que vocês irão sentir ao lê-lo também. Mas, ouso dizer que o Rubem Alves, educador com excelência, nos faz mergulhar numa proposta de respeito às diferenças, nos faz perceber que indubitavelmente cada um de nós carrega uma certa deficiência. Que o compartilhar saberes é a fórmula secreta do sucesso e que o respeito se constrói a partir de pequenos atos que se tornam grandes atitudes. 
A Escola da Ponte, relatada no livro intitulado "A Escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir"  rompe com pensamentos que robotizam nossas crianças e adolescentes, nos faz acreditar num modelo educacional que prima por cidadãos críticos e capazes de construir um futuro mais promissor. Talvez não vejamos tal evolução, mas acredito que se nos empenharmos em dar um pouquinho que seja das lições contidas naquele livro, consigamos deixar nossa gotinha de transformação.
Desejo uma excelente leitura a vocês.

Abaixo uma entrevista com José Pacheco na TV Paulo Freire, em que ele conversa um puco mais sobre a Escola da Ponte.


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