segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

De bebês a pequenos homenzinhos

Primeiro dia de aula dos meus pequenos!
Não houve mudança de Escola, eles estão no mesmo berçário/hotelzinho (até que completem 3 anos), mas agora eles são maternalzinho e a partir de agora utilizam livrinhos paradidáticos, novas atividades, novas responsabilidades, deixam de ser bebezinhos que precisam só de cuidados e brincar e começam o ciclo da educação formal.



Estão em uma nova sala mas com os mesmos coleguinhas, porém com novas tias, essa mudança interna já causou impactos e os fizeram não querer ficar na "nova salinha", foi preciso chamar a antiga tia para convencê-los de entrar.
Meu coração? menor que uma ervilha e minha cabeça em 2015, quando irão para uma nova escola com todas as mudanças possíveis.
Aproveitei para ficar observando um pouco de longe para não interferir no processo de transição para as atividades pedagógicas. Aproveitei para conversar com a coordenadora, afinal um novo ciclo se inicia e os medos e angustias não me deixariam em paz. Tenho ainda muitas dúvidas sobre a alfabetização, por isso perguntei logo sobre Guilherme, sem muitas voltas, o que ela deixou claro foi a respeito da atenção, dizendo que Gui se dispersa muito fácil e não se concentra nas atividades como os demais, explicando que o déficit de atenção dele será trabalhado mais intensamente, este comentário não me causou surpresa, já sabia que isto iria acontecer, mas mãe que é mãe não deixa de ficar apreensiva.
A tia me explicou com exemplos: na hora da atividade de pintura, quando a tia vai trocar as tintas as outras crianças esperam sentadinhas em seus lugares, daí o Guilherme sai em busca de outra coisa. Ele participa e executa, mas se a tia sair de perto ele foge, precisando de auxilio constante para fazer seus exercícios. 
Eu sei de boa parte das limitações que a Síndrome de Down trás para o indivíduo, muitos destes limites já foram ultrapassados antes do previsto, mas vejo que tem alguns que precisarão de mais atenção, que são bem mais complexos.
A ansiedade bate bem forte agora, mas acredito que nada é impossível e os limites quem irá definir é o próprio Guigui, como sempre fez.

Alynne França
alynne@meufilhotemdown.com
www.twitter.com/lynne_aju

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