quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fiquei pensando a respeito...


Algumas pessoas passam nas nossas vidas e sempre deixam alguma semente de conhecimento. Conversando esses dias com uma mãe de um menino lindo que tem Down, ela nos explicou como foi que descobriu que o filho tinha a síndrome e como foi todo o processo... ficamos impressionados com a naturalidade com que ela, uma pessoa muito simples e sem quaisquer conhecimentos a respeito da sindrome encarou tudo e disse que nessa história o que sempre a incomodou e a incomoda é a "ruindade" do ser humano, a capacidade que "gente tem de ferir o outro achando que nada acontece pra si" - palavras da mãe, que citou as coisas que a fazem perder a cabeça:
- Alguém olhar para eles com espanto;

- Alguém chamar o filho de doente, mongolóide, retardado...

Acho que já falamos bastante aqui sobre esses estereótipos que o senso comum carrega, mas a simplicidade da conversa dela me deixou paralisado.

Numa conversa simples com um desconhecido, este falou que o filho dela deveria dar muito trabalho, que ela deveria sofrer com filho. Ela falou que respirou fundo e disse: "você já viu na TV alguma pessoa com Sindrome de Down matando, roubando, usando droga?, isso sim é ter trabalho e sofrimento" Então ela explicou que hoje não tem mais educação para falar com as pessoas que chamam o filho dela de doente e outro adjetivos pejorativos, que fala na "lata" o que lhe vier. Que a ignorância que os outros têm a respeito da capacidade das pessoas com Down é marcante e fere demais.

Percebi o seguinte: o futuro de nossos filhos quem vai fazer são eles, óbvio que o meio em que convivem, amigos e os pais ajudam, mas não são determinantes, ninguém tem o controle do futuro. Nos resta dar muito amor, uma boa educação e estimulá-los para serem pessoas do bem, mas o que farão ou se tornarão pouco depende de nós.

Fica a reflexão para todos nós, pais de filhos com alguma deficiência ou não.



Por Murillo Oliveira
murillo@meufilhotemdown.com




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