domingo, 27 de janeiro de 2013

Meus pequenos homens



Oi gente, saudade de escrever, saudade dos comentários de vocês, saudades.

Irei aos poucos retomar nossos relatos por aqui.

Bernardo e Guilherme estão com 1 ano e 5 meses, de dezembro para cá as mudanças foram grandes. Bernardo está andando tudo, falando um bocado, correndo demais, muito danado e muito muito amável. Nos enche de beijos, é tanto beijo que Guilherme as vezes foge, é bem engraçado.
O Guilherme anda muito esperto, na verdade eles sempre foram, e me perdoem se isso for "corujices" de mãe, mas quem acompanha nosso blog desde os primeiros relatos já deu uma "lidinha" em algo bem precoce em se tratando de bebês.

Durante todo esse tempo o caminhar tem sido o tema do momento, disse aí pra cima que o Bernardinho está andando demais, mas o Guilherme vem surpreendendo, ouvíamos muito que talvez o Gui somente andasse lá pelos 2 aninhos e nossos corações já estavam bem tranqüilos em relação a isso, mas contrariando as previsões da teoria o Gui está quase andando, na verdade anda se segurando nos móveis, fica de pé para dançar e dá passinhos quando o seguramos pelos dedinhos e o que mais o estimula a caminhar é a brincadeira de esconde esconde com o irmão, ele tenta dar mais velocidade aos passinhos e gargalha que só, é lindo demais gente.

Outro dia estávamos numa festa de aniversário quando uma mãe de gêmeos da mesma idade dos meninos, se aproximou de nós e perguntou: nossa os meninos estão andando já? Até "ele" (referindo-se ao Gui) também?. Nossa os meus nem estão aí pra caminhar. Gente, saí dali flutuando sabe, parece meio bobo, tudo bem, mas foi jóia ouvir isso. Porque mesmo o Gui tendo down o fato dele ainda não estar correndo não se caracteriza como um atraso, porque tem bebês que não apresentam deficiência e até 1 ano e 7 meses não andam ou quase não falam. Isso nos deixa muito feliz, afinal os estímulos precoces e a gana de Guilherme desafia a todos, e temos plena consciência de que existem sim atrasos motores e neurosensoriais, mas até aqui as coisas tem sido tranqüilas e esses atrasos não são tão expressivos assim. Ouvimos da Fonoaudióloga semana passada, que é comum crianças com down só executarem repetições de gestos, palavras, etc. após os 2 anos de idade e o Gui desde os 6 meses, mais evidentemente, nos dá sinais de sons, palavrinhas, repetições e de atenção. Isso não quer dizer que ele é melhor ou pior que outra criança, não é essa abordagem que quero para nortear o desenvolvimento dele. Apenas nos mostra que nosso filho é uma criança que se desenvolve do jeito dele, no tempo dele. A ciência e os modelos existentes não tem sido padrão e nos remete a uma individualidade de Guilherme no seu crescimento.

Queremos dizer com tudo queridos pais de crianças com down ou qualquer outra deficiência, que as coisas sempre irão acontecer, porque o amor que nos move deve ser maior que os medos que o mundo nos apresenta. Nunca é demais acreditar.



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