terça-feira, 7 de agosto de 2012

Queridos Profissionais de Saúde...


Hoje tivemos uma experiência com outros profissionais de Saúde, de áreas que ainda não fizemos consulta com Guilherme. Alguns foram bem legais, tiraram dúvidas, mas teve um profissional que não foi muito feliz e vou aproveitar o que disse para fazer uma pequena "reclamação".


Sou profissional da Saúde também e tenho um respeito muito grande pelo trabalho do meu colega e respeito as condutas diferentes da minha, claro que sempre poderá haver divergências, mas não posso simplesmente duvidar da conduta de um colega a um cliente e achar que fiz um grande feito.Um ditado popular sempre me chama a atenção: "Os dedos das mãos não são iguais", mas são todos dedos, certo?

Aos queridos colegas que trabalham nesse área abrangente de saúde...

Por favor, ao duvidar da conduta de seu colega sobre o acompanhamento que meu filho está recebendo você tem que justificar muito bem. Simplesmente dizer que "-eu não faço assim." Só me mostra o quanto seu plano de tratamento pode ser falho. Gui está se desenvolvendo muitíssimo bem e estamos muito felizes por ter proporcionado desde cedo estímulos para isto, sem sobrecarregar, utilizando e experiência do profissional, o coração e bom senso na periodicidade de seu plano de tratamento multidisciplinar.

Um profissional de saúde que nega a diferença dos "dedos das mãos", que usa o mesmo tratamento para todos os seus clientes com Síndrome de Down não está fazendo muita coisa, o ser humano é singular e plural seu tratamento tem que levar em consideração todas as variáveis existentes.

Sinto muito, mas meu filho não pode ser acompanhado por um profissional que não sabe lidar com diferenças ou que acha que engessar seu plano de tratamento para criança com Síndrome de Down e fazer deste um protocolo para sua profissão vai trazer resultados melhores para meu filho.Amigos e colegas, meu filho precisa de estímulos, mas a intensidade e frequência deles tem que ser discutida e experimentada. Meu filho é uma criança antes de qualquer coisa não pode simplesmente ser sobrecarregada de atividades.

4 comentários:

  1. Fantástico!!!! Sou fonoaudióloga e me interessei pelos relatos do blog. Acredito que este é o ponto central de qualquer trabalho, cada ser é único e isso deve ser respeitado. Aproveito pra lhe convidar a visitar o meu blog Fonoaudiologia em Foco. Fique a vontade para realizar sugestões, críticas e comentários. Parabéns por acreditar no potencial do seu filho! Educar não apenas seguir uma receita de bolo, e ainda que fosse, quantas vezes botamos um pouquinho mais do que nos manda a receita? Abraços afetuosos...

    Dirlene Moreira

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    1. Oi, que depoimento lindo viu. Penso exatamente assim. Obrigado por seguir o blog, vou sim conhecer o seu e colocar um link no nosso blog.
      Abraço

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  2. Não desista do que acha correto e vá sempre atrás de novidades ou coisas diferentes!
    Talvez o trabalho que este profissional sugeriu seja o melhor, mas é preciso ter argumentos e explicar o porquê disso, e não apenas alegar: é como faço, comigo dá certo e os outros estão errados

    Em 44 anos de vida já vi muitos casos em que o tratamento correto não é aplicado apenas porquê o médico "esquece" de ouvir o paciente, ou então apresenta o tratamento de forma tão impositiva e antipática que o paciente cria resistência e não o faz e, no pior dos casos, para completamente com qualquer tratamento por achar que todos os médicos são assim e não ligam para o paciente.
    Não são casos ligado à síndrome de Down, mas duvido que sejam muito diferentes.

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    1. Pois é Nilda, a ciência não é estática e o ser humando é plural demais para ter somente um plano de tratamento.
      Tem momento que os pais precisam intervir, mas nunca deixar de acompanhar.

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