quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ficar só.

Experimentei passar uma tarde sem meus filhos. Trabalho boa parte do dia e bem longe até da cidade que moro, mas ao chegar em casa sempre procuro os olhos felizes e os sorrisos brilhantes dos meninos para esquecer o dia difícil.

Mas numa tarde dessas cheguei mais cedo, Alynne foi a um aniversário com eles, direto do berçário. Fiquei só em casa.

Passei um tempo sem fazer nada e resolvi ouvir música; cansei, resolvi dar conta da minha bagunça no home office/pub, arrumei, limpei, fiz um drinque, cantei, aproveitei o tempo só. O tédio apareceu e já estava até chateado por ficar só. A saudade bateu forte, muito forte. Mandei whatsapp para Alynne, já estava querendo a presença dos meninos, nem que chegassem dormindo, mas que eu sentisse que estão em casa.

Somos dependentes da presença dos filhos! Percebi muito claramente hoje. Sempre prezei pelos meus momentos de reclusão/reflexão, e quando tenho tempo e silencio em casa para tal... não consigo tirar da cabeça a saudade de meus filhos.

Meu Gui chegou muito casando e dormindo, afinal dormem cedo diariamente. Bernardo me olhou e acordou, acho que percebeu que o pai estava ouvindo música e logo pediu o braço e ficou dançando ao som de Marcelo Camelo, passaram outros álbuns e o Bernardinho começou a se chatear, já eram 21hs e ele acordado tão tarde. Dormiu no colo do papai ouvindo musica e vez ou outra se mexia dançando.

Meu guigui não me deu o sorriso de boa noite, mas dei um beijo de boa noite enquanto ele dormia profundamente.

Difícil conseguir ficar só, mais difícil ainda é quando fico.



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