quinta-feira, 9 de agosto de 2012

11 meses

Acreditamos numa força divina, num Deus tão cheio de amor que nos presenteou com duas de suas mais belas criações: Bernardo e Guilherme. Sermos pais dessas criaturas tão deliciosas é uma dádiva, um milagre que se renova dia após dia. 

11 meses de vida, 11 meses de descobertas, 11 meses de superação, 11 meses de muita intensidade. Nesse meio tempo, somente com uma coisa ainda estou aprendendo a crescer e lidar, a dificuldade que as pessoas tem em ouvir o que é positivo.

Por exemplo: se você encontra uma pessoa na rua que não vê a algum tempo e começa a conversar sobre como estão as suas vidas, se você falar sobre o que de bom vem lhe acontecendo, o papo não rende. Agora, encontre essa figura e comece a dizer que tem passado maus bocados, que anda numa maré de azar, que sua tia está muito doente. Pronto, terão muito o que conversar. Eis então as minhas questões, graças a Deus que desde o início as coisas estão acontecendo assim, porque viver nesse mundo já é complicado demais e que bom que minha serenidade me permite ir além em alguns quesitos.

Contextualizando minha viagem: quando o Gui estava com uns 3 meses mais ou menos, uma amiga me indicou um grupo de discussão na internet composto por pais de crianças com Down, me cadastrei, fiz amigos, mas logo logo fui banida da rede, sabem por que? a minha história como mãe de bebê com Down não trazia nada negativo, meu filho não havia nascido com comprometimento cardíaco ou respiratório, precisou de Utin apenas para ganhar peso devido sua prematuridade, fazia fisioterapia a cada 15 dias, ainda não o tinha levado a fono, a TO, porque meu coração de mãe tinha certeza que a natureza também precisaria agir e não seria necessário naquele momento sobrecarregar meu bebê recém- nascido de atividades. Meus relatos eram sempre positivos e otimistas, sempre levava nos bate-papos a perspectiva da tal normalidade, contava que aos 2 meses o Gui já rolava no berço, por exemplo, e a sensação que ficava é que eu era um tipo de ET, hoje me senti meio assim de novo, ao contar para a nova fono do Gui sobre seu desenvolvimento tive a impressão de que o olhar dela para mim era tipo: tem certeza que teu filho tem down, você não se queixa.

Ora bolas, de tanto conviver comigo acredito piamente que se meu filho apresentasse algum comprometimento estaríamos agindo da mesma forma, porque independente do down quantas crianças trazem consigo dodóis respiratórios, cardíacos, enfim, estaríamos tendo um olhar mais direcionado, claro, porém ser perder de vista a criança que ali está. Porque acredito em nosso potencial energético que é capaz de conduzir quadros significativos de vitalidade.

2 comentários:

  1. É isso aí! ADOREI o "desabafo"! Também só vejo coisas boas! AMO meus filhos! Amo Heitor do jeito que ele é.. e mais... se pudesse voltar no tempo e escolher, queria que ele nascesse do mesmo jeitinho, com Down e tudo mais! Nossos filhos sãos mais que DOWN... Eles são UP!!! kkkk BEIJAO!!!

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    1. Bj no coração Sheila, obrigado pelo carinho e por acompanhar nosso Blog.

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