terça-feira, 3 de julho de 2012

12 Longos Dias

Ao sair da maternidade nos deparamos com uma situação tensa,Guilherme precisou ficar na Unidade Intermediária para ganhar peso. Ir paracasa só com Bernardo foi uma grande tristeza e uma divisão de atenção imensa,íamos todos os dias para a maternidade de manhã e a noite.

Guilherme mamou muito fácil, sua vontade era maior que a expectativa da neonatologista, Alynne também conseguia ordenhar muito leite e deixava pelo menos 3 refeições para Gui.

Todos os dias quando eu entrava no horário do pai Gui dormia no meu colo, eu levava o iPod e botava algumas musicas que ele ouvia na barrigada mãe, era um cochilo bem gostoso, sentia que estava protegido e devia lembrar das musicas que ouviu.

Foram longos dias, angustiantes, pois quando estava namaternidade sentia muita falta de Bê, e em casa não parava de pensar no Gui. Guilhermesempre acordava quando acabava o horário de visita do pai, tentava ficar umpouco mais, mas a enfermeira logo lembrava que tinha acabado o horário. imaginaa dó de deixar meu gêmeos caçula, tão pequeno e indefeso... Chorei todos osdias voltando para casa, a saudade e a vontade de ter nos meus braços em casa,no quarto dele era imensa.

Nesses longos dias nem me preocupava com a síndrome de down,só pensava em quantos gramas ele tinha ganhado ou perdido. Todos os"defeitos" que a neonatologista identificou em Gui para suspeitar desíndrome de down foram superados por ele mesmo. Meu filho tem a gana de viver!

Mesmo sendo piegas, nessa época ouvia sempre uma música, queno refrão diz: "...campeão, vencedor..." esse é meu Guilherme. Meugêmeo caçula, meu campeão, meu vencedor.

Não sei o que seria da minha vida sem meus filhos, do jeitoque são.

2 comentários:

  1. Ahhh vcs me fazem chorar de emoção a cada post que leio!Ainda bem que os meninos tem pais como vcs!
    Paty Lobão

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    1. Na verdade vocês amigos leitores é que nos emocionam tambem com depoimentos lindos. Obrigado Paty

      Murillo e Alynnr

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